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POR Anna Júlia Leão

Eu me converti e agora?

Colunistas / 09.12.16

A palavra conversão, muito associada à religião, vem do latim e também significa alteração de sentido/de direção. Por si só a palavra já derruba por terra muitas coisas que a falta de interpretação adequada ou desconhecimento poderia nos remeter. Sem apelos a nenhum tipo de religião, a conversão é, antes de tudo, uma escolha, exclusivamente natural, que é feita por livre e espontânea vontade do ser humano. Todos nós, sem exceção, mudamos de caminho/direção alguma hora do dia, mês ou ano. Alguns gostam de poucas rotas diferentes, hábitos novos e preferem a zona de conforto. Outros, pelo contrário, já gostam de traçar caminhos diferentes pro trabalho, sair da monotonia da rotina e mudar um pouco o panorama da vida.

A minha conversão (a partir daqui entra um lado pessoal) foi justamente pelo desejo que eu já tinha algum tempo de mudar o panorama da minha vida. É fato que quando você vai crescendo e até a hora de morrer as prioridades vão sempre mudando, algumas coisas que antes não imaginávamos viver sem, hoje já não fazem o menor sentido. Eu era católica, batizada, catequizada e crismada, mas, sempre me identificava mais com o sermão de um bom pastor em uma igreja. Independente da condição financeira do pastor e do tamanho da igreja eu sentia que aquele tipo de sermão se aproximada mais do mundo real.

Após alguns problemas pessoais, algumas experiências, após ouvir ”a intuição e o coração”, eu decidi que estava na hora. Na verdade, eu não decidi não, eu senti a necessidade da conversão. Algumas pessoas me perguntam como é depois pra alguém que vivia em festas como eu, que bebia, que dançava, que escutava músicas que talvez não agradassem a uma igreja. E aí eu respondo que: a mudança é natural! Você não se converte em um dia e no outro tudo muda. As coisas ocorrem de maneira gradativa. Ainda frequento algumas festas – outras não porque simplesmente perdi a vontade de ir-, ainda bebo (pouco, mas bebo), escuto Wesley Safadão (que diga-se de passagem também é evangélico), Mpb, tudo.. Minha vida continua sendo a minha vida e eu continuo sendo eu, porém, com algumas diferenças. A bíblia não diz em nenhuma passagem que beber é pecado, que dançar é pecado… A bíblia apenas fala em não gerar escândalos. Tudo aquilo que escandaliza vai de encontro ao que é pregado pelo evangelho.

A bíblia é o manual da vida, ela está disposta em qualquer loja para que a gente compre, sente e leia. O problema da maioria dos cristãos é que ninguém quer ter o trabalho de ler. Caminhar como a bíblia exige é muito difícil, muito mesmo, demais, mas só o fato de você tentar todo dia um pouquinho do que tá escrito já te faz perceber a mão de Deus em cada detalhe do seu dia. Existem coisas inexplicáveis, que teoria nenhuma comprova, homem nenhum entende e que muitas pessoas acreditam ser várias coisas… mas eu tenho a certeza que ela se resume em três coisas: Pai, Filho e Espírito Santo.

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Anna Júlia Leão, 19 anos, é maranhense e estudante de Odontologia. Extrovertida, comunicativa e sempre muito interessada na complexidade e psicologia humana.

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