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POR Paoula Braid

Não está sendo fácil

Colunistas / 07.12.16

O fim de ano chega com um mix de sentimentos.

A sensação de que podemos começar de novo, de que faremos as coisas diferentes ou que tudo vai mudar quando o relógio indicar 00:01 do dia 01 de Janeiro.

Quero só dizer pra vocês que não está fácil pra ninguém, não está pra mim que busco a aprovação em concurso, não está pra minha mãe que quer reformar a casa, não está pra uma amiga que procura um amor, não está pro tiozinho que precisa de dinheiro. Não está!

Todos têm lutas que vão muito além do que nos é passado, muito além do que aquela viagem que você viu no Instagram, muito mais do que aquela postagem que você compartilhou. E mais, temos sonhos que poucos conhecem.

A diferença entre eu e o meu concorrente, entre minha mãe e a reforma, entre você e o seu sonho, está em uma coisa chamada: perseverança.

Se tem uma coisa que esse ano me ensinou, foi a não ter medo de recomeçar. Eu perdi 8,5kg de agosto até outubro, fiquei feliz! E advinha? Ganhei 6 de outubro pra novembro. É engraçado dizer isso, parece uma besteira, mas aí comecei uma dieta em pleno domingo. Domingo não é dia pra começar dietas, mas eu precisava recomeçar.

A gente precisa aprender a cair e levantar quantas vezes for preciso, a gente precisa aprender a fazer uma prova e se não passar fazer de novo, a gente precisa aprender a guardar dinheiro, gastar e guardar de novo. A gente precisa aprender a não desistir.

Precisamos entender que talvez tenhamos que fazer “aquilo” inúmeras vezes até alcançar o resultado que desejamos.

Não sou um exemplo pra falar de autoajuda, mas vejo todos os dias como não desistir de algo me faz sentir melhor. Não desistir de alguém, não desistir de um sonho, não desistir de uma meta. Simplesmente permanecer ali por mais que isso seja chato, cansativo ou monótono. Permanecer.

Somos a geração do “deixa-pra-lá”, somos a geração que pratica o “deboísmo” e se acha melhor por isso.

Não sei se foi a idade que chegou, mas isso não está mais funcionando, pelo menos pra mim. Não dá pra ficar de boa com tudo, não dá pra não se importar, não dá pra desistir porque é mais fácil. A geração do “depois-a-gente-vê” precisa crescer, precisa perceber que o depois chegou.

Não dá pra mudar o que passou, mas dá pra não desistir, dá pra continuar, dá pra perseverar, dá pra mostrar que  essa geração que cresceu jogando The Sims pode superar um game over.

E lembrar que não está fácil pra absolutamente ninguém, mas aquele que conseguiu foi com certeza o que não desistiu.

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Paoula Braid, 25 anos, advogada em busca de um cargo público, morando em Brasília por motivos do coração e vivendo a sua maior aventura: o casamento.

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