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POR Thúlio Carvalho

“É um trabalho diário de criatividade”

Colunas / 17.10.16

851.083 novas empresas foram criadas entre janeiro e maio de 2016. Não tenho dúvidas que um percentual enorme de jovens aparece nesse número, pois empreender deixou de ser um sonho distante e passou a ser a realidade. Em cidades menores e com mais possibilidades, empreendimentos com propostas diferentes acabam se destacando. Entre os destaques daqui, resolvi conversar com o Thúlio Carvalho, idealizador e dono da Tuile – um café descolado que virou point. E, depois de ler essa entrevista, entendo por quê.

Bárbara Hellen – Sempre que vejo jovens abrindo negócios, em um momento complicado para pequenos empresários no Brasil, penso na motivação que levou esse jovem a abrir um negócio. Por isso, quero começar te perguntando exatamente isso: de onde surgiu a vontade de abrir um café?

Thúlio Carvalho – A vontade de abrir um café veio com a vontade de fazer minha clientela crescer. Eu já trabalhava com a Tuile, mas somente por encomendas e sentia que estava perdendo clientes para grandes lojas que disponibilizavam um serviço de prateleira que já tinham o produto a pronta entrega.

Nesses meses como empresário, qual foi o principal desafio que você percebeu? Qual é a principal dificuldade enfrentada?

Nesses meses como empresário, as maiores dificuldades foram: a situação atual do país onde os brasileiros estão gastando menos e nós tivemos que saber contornar isso. Outro desafio foi sem dúvida saber dividir as tarefas que anteriormente estavam somente sob minha responsabilidade. Eu sou muito de fazer as coisas sozinho para que saiam bem feitas, mas com o crescimento da marca tive que aprender a dividir tarefas.

O Tuile traz receitas mais sofisticadas e também mais simples, como é o caso da coxinha. Como foi a escolha do cardápio e dos detalhes? Você que monta tudo?

A Tuile veio com a proposta de trazer sobremesas sofisticadas, deliciosas e por um preço justo. O cardápio é escolhido sempre pensando em trazer novidades com sabores novos e qualidade. Eu monto tudo, é um trabalho diário de criatividade e testes.

Se não me engano, você teve formação na Le Cordon Bleu, uma das escolas de gastronomia mais prestigiadas do mundo. Como foi essa experiência? E antes disso, você se formou em gastronomia aqui em São Luís?

Eu me formei no Centro Universitário do Maranhão em Gastronomia. Senti necessidade em aprender mais o que eu gostava de fazer, que era a área dos doces. Fui à Paris e fiz alguns cursos na Le Nôtre e Le Cordon Blei, mas não fiz o curso completo de pâtisserie. Na época o dinheiro não dava e agora o que não dá é o tempo. O curso completo chega a um ano e Tuile não deixa eu passar muito tempo longe.

Antes mesmo de a Tulie abrir, você começou a fazer a divulgação digital bem bacana via instagram. Como isso foi pensado? Alguém te ajuda com isso? Você pensa que essa divulgação digital foi um dos diferenciais para atrair seu público?

Foi natural, eu fiz tudo sozinho. Eu tenho algumas fontes de inspiração e tento sempre usar como exemplo. A divulgação digital é simples e barata. Você só precisa ter bom gosto que o resultado final sai legal.

Quando você está criando um doce, você pensa em agradar um público específico? Conta para a gente um pouco como funciona esse processo de criação de um prato. Vocês ouvem muito a sugestão dos clientes?

Quando estou criando um doce eu penso em agradar os públicos específicos. Pessoas que preferem algo amargo, mais doce, menos doce, mais frutado e assim vai.  O público da Tuile busca sempre algo novo e gostoso do começo ao fim. Eu tenho uma sala onde passo o dia pensando em novas técnicas que poderia aplicar, pesquisando novos ingredientes, riscando papel, desenhando composição dos doces. Logo em seguida  levamos para o testes e que após aprovados colocamos para venda.

Não tenho dúvidas de que você é um amante da gastronomia. Então, hoje em dia  qual é o restaurante você daria – além da Tulie, né? – estrela Michelin aqui no Brasil?

Atualmente o restaurante que me faz sentir em casa, respirar fundo do começo ao fim enquanto estou comendo e me faz explodir de emoção ao ponto de querer chorar de tão bom é o Nino Cucina em São Paulo. Ele começa pela arquitetura, decoração impecável, cardápio bem cuidado, atendimento excelente e um tiramissú que apesar de simples é muito chique por estar montado em uma tábua de madeira com um pano caseiro. O menos é mais sempre!

Quando você tá em casa, qual é a comida que não falta na geladeira e qual é a sua refeição preferida?

Quando estou em casa e sem dieta, a minha refeição preferida é carne grelhada, batata frita, arroz, farofa e um copo de guaraná jesus bem gelado.

Quando você pensa sua vida profissional e na Tulie daqui a cinco anos, como ela seria?

Daqui a cinco anos eu pretendo ter aberto mais lojas da Tuile. Eu quero fazer você sair de onde você estiver para comer um doce da Tuile, sentir orgulho de presentear alguém com Tuile. Fazendo a marca ficar cada vez mais sólida.

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