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POR Bárbara Hellen

De quem é seu voto?

Colunistas / 27.09.16

Em meio a propagandas eleitorais, carros de som nas ruas, debates na televisão e na internet, alfinetadas e tantos pedidos de amigos, de quem é o nosso voto? Quem realmente escolhe em que vamos votar? Com a reforma eleitoral, os horários políticos mudaram e essa mudança não foi de um todo positiva. Hoje ainda não temos a possibilidade, devido as coligações feitas pelos partidos, de conhecer profundamente todos os candidatos. Pelo menos aqui em São Luís, três deles se destacaram – para o bem e mal – e é apenas sobre eles que falamos e sabemos. E isso sem falar nos vereadores, é impossível conhecer todos os candidatos. Os que já estão eleitos ofuscam todos os outros candidatos.

Para garantir que o meu voto é meu e que não será manipulada por ninguém, decidi definir o que eu quero para minha cidade, pois só assim votaria certo no próximo domingo. Defini quais eram as prioridades que o candidato deveria ter para ganhar meu voto. Defini o que é mais importante para mim, nesse momento, como cidadã. O que eu quero para a minha cidade?

Logo pensei em nossos hospitais municipais, que não têm leitos suficientes e onde, ao contrário das propagandas, as pessoas continuam nos corredores em condições terríveis, com constante falta de remédios. Pensei também na nossa educação. Esse ano, os alunos ficaram sem aula pela greve dos professores. Então preciso de um candidato que tenha propostas possíveis e que tenha diálogo com os professores.

Também pensei em uma cena que vi recentemente: de um homem, em uma cadeira de rodas, andando pela avenida, em meio aos carros, pela falta de acessibilidade em São Luís. Então precisamos de um candidato que se preocupe – de fato – com essa questão.

Para mim, nenhum candidato vai ser bom em todas as áreas. Então se eu puder escolher um candidato já sabendo suas intenções, eu poderei cobrar isso dele. Nas eleições passadas, votei no atual prefeito. Mas eu não sabia as propostas dele, meu voto foi bem mais pela antipatia que sentia pelo prefeito passado.

Nessas eleições, queria votar consciente. Quero lembrar, daqui a quatro anos, em quem eu votei e quero, ao longo do mandato, poder saber o que eu tô cobrando – e não apenas fazer críticas sem pé nem cabeça. Com essa consciência vai ser possível votar em um candidato que possa mudar pelo menos alguns pontos.

Votar consciente é conhecer até o que a sua cidade precisa, o que a população anseia. Nós precisamos saber antes de ir cobrar. Nós precisamos conhecer antes de votar. Votar certo é ver o que é melhor para a coletividade. É definir o que é mais caótico, passar umas horas no trânsito ou um médico não conseguir aliviar a dor de um paciente por falta de remédios? É preciso acreditar que é possível sim transformar o coletivo através de um voto, desde que o voto seja realmente seu, de mais ninguém, mas para todo mundo.

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Bárbara Hellen é jornalista. Trabalha como editora-chefe do site BH e coordenadora de conteúdo do portalguara.com. Troca qualquer coisa por um bom livro ou um sábado na praia. Tagarela e cheia das opiniões, adora conversar sobre política e religião… Ou sobre qualquer outra coisa. Ama Fernando Pessoa e cai no clichê ao crer que sim, tudo vale a pena se a alma não é pequena.

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