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POR Paoula Braid

No que acreditar?

Colunistas / 19.09.16

Nasci em um lar Kardecista, minha mãe decidiu não me batizar para que eu tivesse o livre-arbítrio de decidir que religião seguir e é uma das decisões mais sábias que ela teve, já que o nome composto não foi.

Após mais de 25 anos no espiritismo, ela resolveu se converter.  Tornou-se evangélica e frequenta uma das igrejas mais polemicas da atualidade, a Mundial do Poder de Deus, que tem como líder um pastor negro que sempre usa chapéu de peão.

Nunca tive o preconceito que a maioria das pessoas tem quando comento que ela é dessa denominação, sempre escuto: Nossa! Esse pastor é ladrão!

Não sei se é porque fui criada em um país muçulmano e desde cedo aprendi a conviver com outra religião, a respeitá-los.

Acredito que quando você escolhe uma igreja, templo ou o que quer que seja pra chamar de seu é porque ali você se sentiu acolhido, viu uma extensão da sua casa e é assim que vejo minha mãe crescer em Cristo. Fomos algumas vezes em São Paulo no templo da Mundial que hoje é um dos cincos maiores templos do mundo com capacidade para 43 mil pessoas e vocês não imaginam o que é a imensidão daquele lugar.

Mais do que isso, vocês não imaginam como é bonito ver a Fé que se encontra ali. Não sei as reais intenções do “apóstolo”, não sei como ele aplica as verbas que deveria aplicar, mas sei que Deus existe e ele age pelas pessoas!

Minha mãe não bebe, não fuma e viveu a vida inteira para me criar, então sempre digo a ela que a conversão foi mais fácil, seja pra uma igreja católica ou evangélica, ela já teria uma vantagem por não possuir muito dos vícios “mundanos” que nós temos, que eu tenho.

E aí, você me questiona: Sim Paoula, aonde você quer chegar? Isso tudo é pra dizer que a Fé existe independente do que você acredita, do que você frequenta. Torcer para que as coisas aconteçam e acreditar que elas vão é um tipo de Fé, ainda que meio torto.

A vida é muito vazia se não acreditarmos em nada e para isso você não precisa dizer que tem alguma religião ou não. Eu não tenho, acredito que só devemos passar por um batismo e encher a boca para dizer que seguimos isso ou aquilo quando nossas atitudes forem condizentes com a pregação do lugar que frequentamos. Não acho certo dizer que sou evangélica e beber todo final de semana, por exemplo, é fácil ser um “desviado”.

A bíblia é muito clara em suas palavras e no que ela quer de nós, não existe meio católico, meio evangélico, meio Cristão, a vida não funciona em metades ou “quases”.

Acima de tudo isso, tem uma coisa que podemos ter independente de crença ou dogmas, a coragem para acreditar que Alguém olha por nós e escreve nosso caminho como ele deve ser. Drummond já dizia: “A confiança é ato de fé, e esta dispensa raciocínio”.

Simplesmente tenham Fé e confiem em seus projetos, porque vida é mais leve quando acreditamos.

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Paoula Braid, 25 anos, advogada em busca de um cargo público, morando em Brasília por motivos do coração e vivendo a sua maior aventura: o casamento.

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