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POR Anna Júlia Leão

Falar, falar e falar

Colunistas / 12.09.16

Nos últimos meses tenho aprendido que o poder da fala é uma arma avassaladora nas mãos do ser humano. Na bíblia diz que tudo que sai da nossa boca deve servir para edificar aos demais. Mas, muito comumente observamos pessoas sem pudores, sem refletir antes de falar, sem ao menos se colocar no lugar de quem ouve e apenas de maneira inconsequente jorrar palavras, palavras e palavras.

Certa vez ouvi de uma pessoa especial, na qual aprendi diversas coisas, que devemos ter muito cuidado com o que, pra quem e quando falamos. Há três coisas na vida que não voltam jamais; a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida. Uma palavra na hora errada, um gesto e o modo de se expressar podem acabar com vidas, casamentos, amizades, respeito e admiração.

Filtrar o que ouvimos, o que falamos, o que queremos e em que trabalhamos é essencial. Buscar qualidade de vida, autocontrole e paz é o luxo dos dias atuais. Acredito que muito do que somos, das relações que construímos e do modo que agimos diante das situações, é resultado do meio em que vivemos.

A resiliência e a paciência são coisas que se tem perdido no decorrer dos anos, principalmente pra quem ouve. Duas pessoas com temperamentos parecidos e que gostam de falar dificilmente darão certo pelo fato de que nenhuma irá ceder a circunstancias futuras, e caso ceda, engolirá aquilo esperando a oportunidade de devolver na mesma moeda. Por isso, neste caso clichê, é importante que os opostos se atraiam.

Falar é bom, mas nada em exagero. Ouvir também é bom, mas nada que sufoque. As melhores respostas são dadas sem que queiramos, ao decorrer da vida. Se o silêncio vai ser o melhor remédio ou não, depende da situação. Com tudo isso, é importante lembrar que não sabemos o que existe dentro do outro, ao falar o que queremos podemos atingir instancias que não desejaríamos nem ao nosso pior inimigo, além do fato de estarmos correndo o risco de ouvir coisas que não nos agradam. Lembremo-nos que, somos humanos, temos bagagens, somos universos, precisamos de cautela para sermos adentrados.

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Anna Júlia Leão, 19 anos, é maranhense e estudante de Odontologia. Extrovertida, comunicativa e sempre muito interessada na complexidade e psicologia humana.

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