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POR Anna Júlia Leão

O amor da minha vida

Colunistas / 02.09.16

Em meio a métodos de auxílio do diagnóstico, corri pra pegar o computador e escrever sobre esse assunto que já vinha me cutucando há um tempo: o amor da minha vida. Há quem diga que nós, principalmente mulheres, fomos criadas sob a interpretação dos contos de fadas com finais felizes ao lado dos príncipes encantados, mas eu acho que ainda que não houvesse os filmes, esperaríamos pelo amor das nossas vidas igualmente. A questão é que genuinamente todos nós necessitamos do ‘’amor da vida’’ em alguma hora.

Alguns já tiveram o amor da sua vida, outros estão vivendo a plenitude de ter um e ainda há os que estão à espera, pois julgam nunca ter encontrado. O que todas essas pessoas têm em comum é que em algum momento elas acreditaram existir o amor da sua vida. Mas a minha ideia é persuadir que não exista apenas um, e sim vários. Por experiências, observações, conversas, conselhos e muita leitura, concluí que nós determinamos quantos e quais serão os amores da nossa vida.

Claramente isso tem uma sobrecarga psíquica, afinal, definimos quem é o amor da nossa vida de acordo com o sentimento que nutrimos por aquela pessoa em um determinado tempo. Mas o perigo mora quando nós nos convencemos de que APENAS aquela pessoa foi digna de ser o amor da nossa vida. E isso é um ponto chave pra frustrações e depressões de términos amorosos. Saibam que ninguém é tão alguém para que possa ser insubstituível assim.

Quando o amor da nossa vida fica impregnado e adjetivado a uma determinada pessoa que já passou pela nossa vida, na verdade, é um turbilhão de sentimentos, angústias, frustrações por ter planejado coisas e não ter vivido, quebra de expectativas e decepção acumulada. Acreditem e repitam; não existe só um amor, existem vários amores. Aquela pessoa vai ser o amor da sua vida enquanto ela tiver construindo sonhos com você, partilhando uma boa química na cama, acolhendo perante o desespero, amando diante aos erros e somando.

Quando aquela pessoa não faz mais nada disso, não te corresponde, só te empurra pra baixo, te impõe situações, saiba: ele não é mais o amor da sua vida. Ele já foi. Não se apegue ao que você não merece, não mendigue amor, afinal, ele é nobre e benigno. Saiba que o momento de luto é necessário SEMPRE. Mas tenha em mente que uma hora vai passar e ajude essa hora a chegar. Irá haver inúmeras tentativas sem sucesso no começo, mas garanto que chega a hora em que você consegue. Quando chegar, vai ser você querendo escrever aqui o quão bom foi ter acreditado e percebido que é nós quem escolhemos quem serão os amores da nossa vida.

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Anna Júlia Leão, 19 anos, é maranhense e estudante de Odontologia. Extrovertida, comunicativa e sempre muito interessada na complexidade e psicologia humana.

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