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POR Ana Clara Falcão

O amor é o que importa

Colunas / 27.06.16

Diversas vezes me questionei sobre o que realmente importa. A mente nos oferece uma vida abstrata, mas a única certeza racional que temos é a da morte da matéria. Já o coração é intuitivo, não pensa demais. A existência do amor é eterna.

Tudo isso porque na vida nada é para sempre. Tudo é mutável e é essa inconstância é inevitável para nós, pois a vida é baseada em um constante aprendizado, em uma constante adaptação do homem ao meio. Mudamos o tempo todo de casas, carros, cachorros, relacionamentos, pensamentos, opiniões… E eu acho completamente válido para o amadurecimento. Mas o problema é que tudo isso acaba servindo de distração para uma causa maior.

Acredito que quem costuma se apoiar prioritariamente no que é material acaba por distanciar-se da humanidade. Torna-se disperso do mundo sensível. E quem se apoia completamente em suas verdades e dita suas teorias como verdades absolutas perde a chance de compartilhar conhecimentos e aprimorar os seus pensamentos.

O fato é que a vida nos obriga a evoluir constantemente e essa evolução se trata justamente disso: a vacuidade da matéria seria uma vida de desapegos da vaidade, da inveja, da culpa, das ambições vazias… Trata-se do livramento próprio das cobranças e dos pesos do mundo. Eis, então, a função do ser humano: evoluir e impulsionar o próximo. Amar e ser amado. Aprender e praticar a caridade. Viver e praticar a compaixão. Dar e receber.

Pessoalmente, eu creio que viver de outra forma seria ludibriar da minha sensibilidade. Então, creio que seja natural ignorar aos conceitos frívolos de um mundo dotado de futilidades… Seja no funk, seja nos sensacionalismos de matérias sem fundamento… Eu penso que ninguém vem ao mundo dependente de coisa alguma. Um bebê, naturalmente, nasce necessitando de sentimentos. Ele precisa de um colo, de amamentação, de atenção. E quando cresce não chega a ser diferente. E se nascemos para viver da intuição, pra quê morrer com a consciência vaga?

Vou fazer uma observação, acho super engraçado como sempre interpretaram as pessoas realistas como céticas. Eu por exemplo, sou realista dentro da minha própria espiritualidade. A ciência casa com o místico! Tudo se encaixa! O Bukowski, outro exemplo, ironizava muito a religião. Mas eu interpretei que o que ele achava uma idiotice, realmente, era a capacidade das pessoas em se limitarem 100% a ela e ignorarem os outros conhecimentos mundanos. Somos do mundo e ele a nós pertence, a vida é um aprendizado constante, pois se você parar pra reparar, nada nessa vida é fixo, além do amor.

Sobre o romance, não acredito em predestinação- tanto que nem todos conseguem cumprir suas missões na vida-, mas que o universo dá uma força, tenho certeza. As pessoas que passaram por mim, com certeza já haveriam de passar. Mas o destino é incerto, somente cabe a nós saber usufruir das situações, das idas e das vindas. Quem ousa falar sobre coincidências realmente precisa parar, sentar para pensar e unir o passado com o presente. Pois, pra quem anda com o coração aberto, quando algo parece ter sido escrita por linhas tortas, o inesperado garante ser um presente divino.

Nunca ousarei falar qual o seu papel na terra, mais eis aqui uma dica: Siga seus sonhos e ajude as pessoas. Isso é sentir-se repleto, sem precisar de muito. Ajudando as pessoas você ajuda a si próprio, e do contrário você já sabe. Se falhar, não sinta culpa. Pois é motivo apenas de reflexão e aprendizado, não de remorso. Nunca tenha culpa em seu coração porque você é o que tu és. És o teu ser, os seus valores serão sempre os mesmos e não te tornarás outra coisa (poderão haver momentos de bifurcação desses valores, mas tudo isso faz parte de um conhecimento pessoal). Isso é ter o mundo nas mãos.

Se libertar dessa questão de tribos para ser livre diante dos seus pensamentos, das suas verdades, sejam elas empíricas ou não. Ser dona dos próprios pés nunca significou a liberdade para alguém que mentalmente se sabota. Você nunca vai obter da universalidade enquanto não abandonar a crença em tipificações. O mal do mundo está nessas generalizações. Sou isso, sou aquilo… Somos inconstantes, somos nossa essência, não o que pensamos.

Não sou católica, não sou evangélica, não espírita, não sou budista… Sou um cado de cada coisa ao aceitar algumas ditas verdades e discordar de outras. A cada dia, aprendo um pouco mais… Mas sou religiosa e tenho fé. Devemos amar a Deus e podemos unir os conhecimentos de diversas delas. Como eu faço com o catolicismo, com o budismo e com o espiritismo. Sou muito espiritualizada. Sempre fui… Sempre fui. Acho que, diante de um mundo tão influente, manipulador e alienador, tendo amor no coração, Deus não vai se incomodar com minhas indecisões.

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Cacá, 19 anos e sagitariana. Não arrisca definições. Vive e imagina.  Escreve sobre Ana ou sobre elas.

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