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POR Anna Júlia Leão

Separação

Colunistas / 24.05.16

A longevidade traz muitas coisas a uma pessoa, incluindo nelas, momentos bons e outros não tão bons assim. Há quem diga que consegue atravessar muito bem por momentos de separação, seja ele conjugal, por falência ou ainda, de amigos. O fato é que não, conceitualmente, o que se separa deixa de estar junto e divide um só espaço, quebrando assim, a 3ª lei de Newton que comprovará que dois corpos não ocupam o mesmo metro quadrado.

Já li muitos relatos de casais que se separaram e são amigos, de pessoas que machucaram uma a outra e se perdoaram seguindo como se nada tivesse acontecido. É convincente quando olhamos sob o ângulo da personalidade individual, mas é totalmente plausível quando concordamos que toda e qualquer separação retrata um momento difícil de mudança. O mais importante é perceber que há nisso um processo de reformulação social, individual e psicológica.

Social porque diante das pessoas aquilo se costumava apresentar sempre junto, o que obviamente causa uma indagação ao porque de agora ser separado e uma readaptação ao olhar sob o mesmo ponto e concluir, que sim, o que sempre foi junto pode passar a não ser. Individual porque acontece ao tempo de cada um, a separação só tem seu êxito quando o que ou quem foi separado entende que não está mais junto e consegue viver assim. É quase como uma aceitação, primeiro você sofre a ação e depois você digere o acontecido.

Em terceiro lugar –dedicarei esse parágrafo todo ao mais importante- a psicológica. A base vem dela. Por ainda não conhecermos 100% da capacidade cerebral fica impossível afirmar com exatidão como ocorre esse processo de separação dentro da cabeça. Mas, é possível afirmar que em decorrência da separação há consequências como: doenças, alegrias, sensações de estar perdida, libertação e estranheza. É preciso treinar o psicológico, para que ele esteja apto a transpassar pelas mudanças, na maioria das vezes sem ousar falhar, o que torna essa a reformulação a mais difícil.

Por fim é importante que no fundo lembremo-nos daquela velha frase que diz que: “tudo muda o tempo todo”. A separação não precisa ser vista da pior forma possível – e nem estou convencendo-os de que é isso- mas precisa ser respeita sobre todos os seus aspectos. Hoje, nada mais nos garante ou convence de que o que foi feito pra ser junto permanecerá junto, muitas coisas interferem, com tantas mudanças e olhares diferentes nem sempre será possível permanecermos como sempre foi.

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Anna Júlia Leão, 19 anos, é maranhense e estudante de Odontologia. Extrovertida, comunicativa e sempre muito interessada na complexidade e psicologia humana.

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