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POR Amna Cibele

Tornando o amor de fato, real

Colunas / 23.05.16

Cama vazia, sono profundo, solidão, conformismo, desapego são sintomas de que hoje não há o que um dia existiu. Sim, é preciso coragem e determinação, no entanto que prevaleça muito mais, além do bom senso, o resto de amor que um dia já se teve. Que o egoísmo e conformismo não se sobreponham à possibilidade de tornar o outro feliz.

Independente das circunstâncias que permeiam um relacionamento é preciso compreender que o amor é infinito enquanto dure, portanto não há que se falar em prisões, ressentimentos ou tristezas. Que haja maturidade suficiente para compreender o final de uma história e torná-la o início de outra bem melhor, o distanciamento é imperceptível, tendente ao aprisionamento e aos poucos petrifica o mais nobre dos sentimentos.

Se não há suficiência de amor para dar, não impeça que outro propicie, é preferível que o término seja saudável, que perdure sobretudo o respeito mútuo e  consideração. Pode ser difícil a manutenção de algum contato, uma ligação ou saudação, afinal somos dotados de sentimentos e reagimos às situações de maneiras diversas, pode restar ou não o que chamamos de carinho. Um relacionamento é bilateral, portanto exige concessões mútuas, não fique neste barco sozinho. Não tenha ao seu lado somente alguém pra chamar de seu, permita que o outro seja e principalmente queira ser seu.

Hoje sozinho, mas amanhã direi, sou feliz! O futuro reserva também concretização de sonhos e realização amorosa, não vivemos isolados (ou pelo menos não deveríamos viver) alguém sempre cruzará nosso caminho. Insistir no vazio, satisfazer a sociedade podem não ser o que se almeja para si. Ame mais, permita-se ser amado e deixar com os outros também sejam.

Mais uma vez reitero, promova o amor! Seja no mínimo, feliz! Logo, me permito parafrasear o que nunca consegui encontrar de tão fascinante e inigualável frase com a qual me despeço e instigo profunda reflexão: “Tornar um amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém”.

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Amna Cibele, 19 anos, estudante de direito. Centrada e obstinada, porém sensível às circunstâncias da vida.

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