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POR Luciana Simões

Ritmos, melodias e uma herança

Colunas / 19.10.15

Arte e cultura. Muitas vezes a gente se confunde e acha que arte e cultura é a mesma coisa. Não é. Cultura é muito mais abrangente, ela estabelece todos os laços da vida social, religião, ciência, culinária, moda, linguagem, sotaques, música, arte, enfim, etc. A arte faz parte da cultura, representa uma parte dela, mas é a expressão que tem um enorme alcance, porque nos emociona, estimula nossos sentidos, nos faz pensar.

Falando de música, que é uma expressão artística muito presente nas nossas vidas, o Maranhão é plural nessa produção. Temos vários ritmos, melodias, uma herança muito bela e preciosa que “foi deixada por nossos avós, hoje cultivada por nós, pra fazer sua história, maranhão” como dizia Humberto do Maracanã nessa toada. Mas nós, que nascemos com a interferência dos computadores, das ondas magnéticas, não podemos reproduzir essa mesma história, não seria legítimo. 00

Não precisamos entrar na discussão de se é bom ou ruim, pois não há volta. A tecnologia veio pra ficar, não vamos fazer como na década de 70, quando fez-se uma passeata contra a guitarra elétrica na música brasileira. Sem futuro. As mesmas pessoas que saíram pra rua, hoje constroem seus discos e shows em cima das guitarras.

Uma coisa interessante nessa produção atual é a mistura de tribos: o reggae frequenta o tambor de crioula, que frequenta o brega, que frequenta o rock, que não morreu. Essa aceitação, essa cooperação, pode nos levar a algum lugar peculiar!

Andando pela cidade, a gente já percebe que alguma coisa está começando a mudar em São Luís. Conversando com as pessoas, a gente sente animação com um novo momento nas artes que  envolve os que já faziam arte com os que estão começando agora, oxigenando a cena.

Onde isso acontece?  Temos alguns focos que devemos tratar como brasa e abanar para que não se apague: Tambor de Crioula do Mestre Amaral, na ladeira da montanha russa, centro; Praça da Faustina, Praia Grande; Movimento Sebo no Chão, no Cohatrac; A vida é uma festa, teatro de bonecos, praia grande; Guest House,  do Erivelto Viana, praia Grande; Pequena Companhia de Teatro, praia grande; Angelus Novos, praia grande; Laborarte, Jansen Miller.

E fora alguns personagens que são expoentes, multiplicam, influenciam, fomentam, sem eles não seríamos os mesmos nesse momento.

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Luciana Simões é cantora e ativista cultural. Cursou a Universidade Livre de Musica “Tom Jobim”, onde escolheu como foco de estudo a Era do Rádio. Cantoras como Elizete Cardoso, Dolores Duran, Dalva de Oliveira e Maísa tem grande influência em sua formação vocal e composições, somando a seu novo trabalho, CRIOLINA, o lirismo do passado. Em parceria com Alê Muniz, a dupla Criolina ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2011- na categoria Melhor Álbum de canção popular com o cd Cine Tropical.

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