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POR Bárbara Hellen

O meu Crescimento

Colunistas / 21.07.15

Semana passada, minha vida teve uma pequena reviravolta: foi feito um grupo da minha turma de terceiro ano da época de escola. Depois de cinco anos separados e de contatos esporádicos, estavam todos ali.  Com suas características, sonhos, objetivos, peculiaridades. Em apenas algumas horas, tiramos da caixa das memórias tudo aquilo que já estava com poeira e instantaneamente estávamos todos rindo das mesmas coisas. Como se o tempo não tivesse passado. Ali, ele não tinha mesmo não.

Naquela tela de celular que ofuscava todos os meus afazeres, revivi o meu crescimento. Todos aqueles desejos e sonhos, as chateações e decepções. Na minha frente, estava o dia em que escolhi jornalismo, o (s) dia (s) que fui quase suspensa (haha!), o dia que me declarei para o meu primeiro amor de escola, o dia que fui acusada de fazer bullying e os dias em que os meninos me zoaram pela minha voz. Marcaram presença também o choro pela felicidade, pelo medo, pelo amor, pela decepção ou pelo riso.

O check-in também tinha alguns personagens: o amigo que fez bullying comigo, as amigas que até hoje me acompanham, aqueles que eu conheço desde 2 anos de idade, aquele por quem tenho carinho imenso apesar da distancia, aquele que eu amava cegamente, aquele que eu não gostava nenhum pouco. Aquele que fez um fake no Orkut, a amiga estava comigo quando fingi que meu relógio quebrou para não subir para a aula, aquela que arrumava barraco, aquele que botava som de gato no celular. Aquele que começava a guerra de papel, aquele que comprava bolo de chocolate todo dia.

Durante uma tarde, me deliciei com as minhas histórias preferidas. Não são histórias de superação, de força, de coragem. Pois ali, durante aqueles anos, ultrapassar a porta da escola era enxugar algumas lágrimas e receber alguns abraços. Era compartilhar a nossa vida e viver outras histórias, por mais que elas não fossem nossas. Crescemos juntos – e, apesar dos centímetros, eu também cresci. Ter vivido a melhor época sem anseios de ser mais velha do que eu era me proporcionou isso: uma base sólida composta com histórias e amigos. E como é bom além de compartilhar histórias, também compartilhar valores.

Foi naquele momento, depois de muito tempo, que senti um sentimento que eu nunca mais tinha sentido. O sentimento da segurança. E foi essa a reviravolta. Soube que mesmo que a situação não estivesse remando muito a favor, as coisas sempre voltariam para o lugar correto. Pois o que é verdadeiro não precisa de muita luta, flui como as ondas quebram no mar, sem qualquer esforço. Nós estávamos ali, sem qualquer esforço, apenas sendo quem somos e isso já era o bastante para resultar em boas risadas.

Terceirão Crescimento 2009, obrigada pelas lembranças!

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Bárbara Hellen é jornalista. Troca qualquer coisa por uma boa conversa, um bom livro ou um sábado na praia. Ela admite: é tagarela, cheia das opiniões, perfeccionista e organizada. Adora conversar sobre política, mercado de trabalho e religião. Otimista, crê que tudo vale a pena se a alma não é pequena.

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8 respostas para “O meu Crescimento”

  1. Sempre arrasando com as palavras babu! Me encontrei algumas vezes nesse texto!! Hahaha

  2. Como é bom reviver essas coisas, reencontrar pessoas que fizeram parte e continuam fazendo parte de nossa vida.Olhar pra trás e vêquanta coisa mudou, mas que a amizade continua.

  3. Que Texto verdadeiro, Barbara. Saudades da época da escola, de todas as histórias vividas e de como tudo era tão mais fácil. Tenho um carinho por todos daquela época e espero manter contato com todos por muito e muito tempo.
    Ainda não deu tempo de ficarmos ricos, mas em breve cada um contará sua experiência profissional ??

  4. O texto retrata muito bem o que vivenciamos e o tamanho da nossa sorte de ter participado de uma época tão maravilhosa.

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