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POR Bárbara Hellen

Camuflagens

Colunistas / 12.05.15

Um dia me peguei refletindo o quanto, hoje em dia, somos influenciados a camuflar nossos sentimentos e decepções e talvez seja por isso que vemos tantos adultos agindo como crianças por aí. Sendo bem sincera, as pessoas realmente não sabem mais superar erros e derrotas e transforma-las em vitórias, em maturidade emocional. Viram adultos magoados, vazios e lotam, cada vez mais, os consultórios de psicologia. E são cada vez mais profissionais medianos.

Antigamente, o luto era comum. Se uma pessoa morria, a família entrava em luto e era permitido chorar, sofrer por aquela perda por no mínimo sete dias. Era o tempo razoável, necessário, para que a pessoa entendesse o que aconteceu, o quanto aquela pessoa era importante, para que a pessoa fortalecesse a sua alma. Isso serve para qualquer decepção. Hoje, sofrer é perda tempo e as lágrimas devem ser apagadas. Escondê-las e mostrar ao mundo o quanto tudo é perfeito, agradável e de acordo com o planejado. Quando que é assim? Com quem a vida é sempre agradável? Comigo eu sei que não é, graças a Deus.

A maturidade emocional é fundamental para o ambiente de trabalho e para que sejamos bem sucedidos em nossa vida profissional e pessoal. É impossível passar no vestibular, arranjar um emprego, concluir uma monografia, se não estivermos em paz com o nosso passado, com as nossas fraquezas e erros. Se não soubermos quem somos. E só é possível saber a partir de reflexão, da nossa análise sobre a nossa vida e características.

Já pensou que você pode estar se afastando do seu objetivo por simplesmente não parar para superar o passado? Superar os erros? Tirar deles coisas boas, lições para a vida? Acredito que maturidade emocional é a chave para uma vida bem sucedida, em todos os aspectos.

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Bárbara Hellen é jornalista. Troca qualquer coisa por uma boa conversa, um bom livro ou um sábado na praia. Ela admite: é tagarela, cheia das opiniões, perfeccionista e organizada. Adora conversar sobre política, mercado de trabalho e religião. Otimista, crê que tudo vale a pena se a alma não é pequena.

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4 respostas para “Camuflagens”

  1. Ótimo texto! Engraçado como aacabei de ler um outro bem sobre isso (link: http://www.brasilpost.com.br/aina-cruz/nao-seja-mole-de-duro-no-_b_7172072.html). Aos poucos vão nos ensinando que ser forte é ser duro, que a única forma de não se machucar é não formar laços, é não se importar muito. E se a gente se deixa levar, perdemos todas as chances de aprender com os erros, assim como todas as possibilidades de ganhos.

    • Raíssa, li esse texto ontem também! E adorei, concordo muito. É impossível ganhar sem antes perder, é impossível levar um “sim” sem a possibilidade de levar um “não”. Temos que arriscar e parar de camuflar o que somos, nossas opiniões, sentimentos e desejos. Acho que a vida fica bem mais legal 🙂 Sempre que ler um texto legal, manda aqui. Adoro esse tipo de reflexão 🙂

  2. Isso tudo é porque vivemos numa “selva”, daí aprendemos a fingir (camuflar) nossos sentimentos,porque estamos preocupados em acumularmos bens materiais, e estamos esquecendo de alimentarmos nossos espíritos, somos competitivos demais, e a lei é: me dá”, eu quero, eu tenho, eu posso, enquanto as demonstrações de carinhos/afetos vão por água abaixo, se valoriza o supérfluo, o que é importante não tem valor, e todo e qualquer sentimento é vedado, se prega competição mais não se ensina as crianças/jovens a serem fraternos. Precisamos nos amar, sermos gentis, e saber que por traz dessa “capa” de pessoa forte existe um ser humano que tem o direito de rir, chorar, pular, gritar, de viver e ser feliz.
    #teamolinda.

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